sábado, 30 de maio de 2015

Entrevista com  um  educador sobre dificuldades enfrentadas no exercício da função com alunos portadores de deficiências físicas ou mentais 

Entrevistado: Aline Santana do Prado 
Idade:32 anos 
Formação: Pedagogia  

Como foi sua reação ao saber que teria um aluno especial?
Foi de muita alegria, pois já havia trabalhado como estagiária com alunos especiais.

Como conseguiu desenvolver essa tarefa?
Com tranqüilidade, porque já tinha conhecimento.

Quais o métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?
Procuro lançar desafios referente as dificuldades que os alunos encontram, levando em conta os materiais e assuntos que os mesmos gostam.

Qual foi a maior dificuldade?
O maior desafio é saber se estou fazendo diferença naquele em que o aluno está em atendimentos pois, não existe regra, cada caso é muito particular.

Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?
Muito gratificante, é muito bom saber que estou ajudando um aluno a se desenvolver.

Como era o convívio com outras crianças?
Como eram alunos com deficiências severas (THD, X-frágil e autista), eles quase não tinham contatos com outras crianças, mas alguns momentos eles se divertiam quando estavam juntos.

Como era a resposta dada desses aluno a suas atividades e expectativas?
Às vezes eram positivas, às vezes bem frustrantes, porque não queriam fazer nada.

Como era a sala e o número de alunos?
Tinha uma sala ampla, preparada para eles, com banheiro, tinha 3 alunos.

A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com deficiências físicas e mentais?
Sim.

Como era o espaço físico em relação a solos e rampas?
Tudo preparado pra receber esses alunos.



Há recursos e tecnologias assistivas para trabalhar com esses alunos?
Sim, tinha todo material que atendia aos alunos.

Há cursos de formação continuada periódica para capacitação dos docentes?
Sim.

Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão dos alunos com deficiência?
Muito pouco devido existir apenas dois professores para esta área.

Os horários de intervalos são diferenciados entre Educação Infantil e Ensino Médio?
No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com acompanhamento de monitores?
Sim, intervalo separado e sempre acompanhado dos monitores.




terça-feira, 26 de maio de 2015

Meu amigo diferente é especial


     Aluna Eliane Rosa – 9 anos




          1)    Por que seu amigo é diferente?
               Porque ele não anda.

          2)    Como iniciou sua amizade?
               Eu ajudei a empurrar a cadeira dele no recreio.

          3)    Como vocês brincam?
               Empurro a cadeira dele pelo pátio.




     Aluno Élida Nunes – 10 anos




            1)    Por que seu amigo é diferente?
                 Ele não vê.

           2)    Como iniciou sua amizade?
                Eu ajudei ele a chegar na sala.

           3)    Como vocês brincam?
                Fico conversando e contando histórias.







     Aluno  Júlia Almeida – 9 anos





            1)    Por que seu amigo é diferente?
                   Porque ela não fala e não escuta.

            2)    Como iniciou sua amizade?
                  Ela sentou do meu lado.

             3)    Como vocês brincam?
                       Brincamos no parquinho.







quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mães criam brinquedos que representam filhos com deficiência

Campanha #toylikeme  mostra bonecas com aparelhos auditivos, andadores, respiradores artificiais e bastões para deficientes visuais.

 

"Onde estão as fadas cegas ou em cadeiras de rodas? Ou super heróis com próteses auditivas? E as princesas com desfigurações faciais?". Foram essas perguntas que incentivaram um grupo de mães do Reino Unido a criar o projeto Toy like me. Com o uso das redes sociais e da hashtag #toylikeme, as mães pretendem chamar atenção sobre a falta de brinquedos com algum tipo de deficiência.

 

Segundo dados da própria organização, existem mais de 770 mil de crianças com alguém tipo de deficiência em todo o Reino Unido. Entre os principais objetivos do grupo, estão a circulação de brinquedos que refletem positivamente a deficiência e chamar atenção para formas de representar todos os tipos de crianças. 

      

A primeira ação proposta pela iniciativa foi lançar, nas redes sociais, a imagem de uma fada. Porém, além das asas e do vestido brilhante, a boneca também têm implante coclear, um aparelho utilizado para proporcionar aos usuários uma sensação auditiva próxima ao natural.



Segundo uma das criadoras do projeto, Rebecca Atkinson, é emocionante para os pais de crianças com deficiência auditiva ver uma personagem conhecida utilizando um implante ou prótese. "É uma mistura poderosa para os pais e para as próprias crianças", ressalta. Rebecca, que usou durante a infância dois aparelhos auditivos, explica que nunca viu uma boneca como ela. "No mundo real, havia pessoas como eu. Já no mundo dos brinquedos não. O que isso passa para uma criança com deficiência? Que eles são invisíveis?”

 

Logo depois, o grupo lançou uma campanha para que pais transformassem os brinquedos dos filhos e adaptassem para a realidade que eles enfrentavam. Desse desafio, surgiram coalas com aparelhos auditivos, modelos com andadores coloridos, bonecas que se alimentam por um tubo digestivo.

 

A campanha gerou alguns resultados. Uma empresa inglesa especializada em criar bonecas personalizadas fez uma sessão de acessórios como aparelhos auditivos e  bastão para cegos. Com o auxílio de uma impressora 3D, as encomendas são entregues no prazo e com todas as características que o cliente solicitou. A companhia MakieLab, com a colaboração de artistas plásticos locais, está testando o serviço de características faciais únicas, para copiar marcas de nascença, por exemplo.