quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Hoje vamos tratar do 2º desafio que todo professor enfrenta em sala de aula, que é a distância entre pais, alunos e professores.

Ainda me lembro do primeiro dia de aula. Estava com minha mãe, as minhas mãos soavam, e eu com aquela blusa azul.
Quando minha mãe virou as costas, entrei em um mundo novo, tudo diferente, e aquele mundo transforma qualquer um. Como é bom o tempo de escola!

Mário Sergio Cortella diz em um vídeo pela EPC, que não se pode confundir educação com escolarização. Ele comenta que a educação é a formação de uma pessoa em sua totalidade, e a escolarização é uma parte da educação, e a missão do professor com os alunos é de escolarização e não de educação.

Comenta ainda no mesmo vídeo que muitos pais perguntam o que eles podem fazer para ajudar a escola na educação do filho, e Mario Sergio enfatiza que a questão está inversa, e sim o que a escola pode fazer para ajudar na educação do filho.


Ouço de vários pais que o período das férias é muito extenso, ouço ainda que os filhos deveriam ficar mais tempo na escola, mesmo sabendo que o ensino integral sim é uma das saídas para educação brasileira, mas não com este modelo que está ai.

Recentemente li um artigo do site http://porvir.org/  que fala também desta parte da responsabilidade dos pais em transferir valores para seus filhos, entre eles os mais citados foram:
                        ·     Amor incondicional;
                        ·     A bondade;
                        ·     O senso de justiça;
                        ·     A honestidade;
                        ·     A solidariedade...

São valores que os alunos deveriam já possuir desde o primeiro dia de aula, mas o que se vê em muitas escolas de periferia é que, muitos alunos chegam nas escolas, sem estes valores fundamentais.

Sabemos que a estrutura familiar em nossa sociedade está em decadência a tempos. Com a realidade da necessidade das mulheres auxiliar os maridos trabalhando fora, muitas crianças receberem de outros, e de forma superficial os valores citados no artigo da ABC.es, e ainda, na fase infantil os filhos imitam o que eles ouvem e o que eles veem, e este último muito mais. 


Enfrentamos também uma crise familiar no que diz respeito a lares desfeitos. Quantas crianças hoje não possuem pais separados? Isto mexe com o psicológico de nossos filhos, e reflete direto dentro da sala de aula, ainda mais quando se tem 40 alunos com um professor para gerenciar o conteúdo, consolidar o mesmo, e ainda atuar na particularidade de alunos que vem de realidades culturais, econômicas bem diversas umas das outras.

Existe claro uma diferença muito grande da participação dos pais quanto às escolas públicas das escolas particulares. Realidades totalmente diferentes em questões culturais e econômicas, mas no final da história os problemas são os mesmos. Por exemplo reunião escolar, no âmbito público elas não funcionam no decorrer da evolução do aluno quanto à série escolar.

No ensino básico, o fundamental 1, a participação dos pais é mais efetiva, já no ensino fundamental 2, a frequência dos pais às reuniões escolares diminui bastante, e quando se vai para o ensino médio então, o número de pais nas reuniões é baixíssimo.

Voltando ao vídeo de Mario Sergio, ele faz uma comparação muito pertinente, quando diz que um pai tem 2 filhos 24 horas por dia, e por quase toda vida, já nós os professores temos em média 30 a 40 alunos durante 4 horas. Muitos pais dizem que tendo duas ou uma criança por este tempo todo, tem dificuldade na educação do seu filho, quanto mais os professores tendo esta realidade de tantos alunos com tanta diversidade.

A função primordial do professor é de escolarização, de partilhar conteúdo específico para que os alunos consolidem uma formação acadêmica, e este é um outro grande problema, pois somos forçados a formar os alunos para um concurso, ou um vestibular, e não para vida.

"A tarefa de educação dos filhos é da família em primeiro lugar e do poder público de forma secundária”.  Mario Sergio Cortella




 É preciso que tanto o poder público, seja ele federal, estadual ou municipal, e pais entendam isso o quanto antes, pois a educação grita por socorro, e professores e gestores escolares não sabem o que fazer para que aconteça uma formação mais consistente, e que tenhamos uma educação mais humana no quesito escolarização e formação consistente.


Ouvi diversos professores sobre o que mais atrapalham em sala de aula, e há quase uma unanimidade nas respostas. Você gasta 30 minutos ou mais só pedindo para alunos: Senta menino, fique em silêncio, desligue o celular, deixe seu colega quieto, não levante, Preste atenção na explicação, tire o fone de ouvido.  Supondo que leve 10 minutos para passar matéria, um professor teria em média 10 minutos para explicar conteúdo, consolidar o mesmo e ainda aplicar avaliação de desempenho.

Este reflexo se traduz no baixo desempenho da mão de obra nacional, na defasagem do aprendizado, nos índices mundiais que a educação brasileira alcança.
Um país bem ranqueado no futebol, o país do carnaval, das maravilhas tropicais, é um dos últimos na educação.

É preciso criar pontes entre pais, alunos e professores. É preciso inovar nas reuniões pedagógicas que atraem novamente as famílias às escolas. É preciso transmitir aos pais, que eles não podem inverter o papel da educação que é deles para a escola e para os professores.
Se perguntar para nossos filhos se querem ir para escola, a maioria querem ficar em casa, pois as aulas são chatas, professores não motivam o aluno a estudar, a maioria dos alunos estão dispersos e não vem a escola e a educação escolar como um trampolim fundamental para seu futuro pessoal e profissional. A culpa é de quem?


A culpa é de todo sistema, mas principalmente dos pais! É preciso que haja uma transformação que alcance os pais, alunos e professores, para que a escolarização forme novamente, de forma consistente os cidadãos do futuro desta nação.

Em nosso vídeo em que o link está abaixo, falamos destes desafios, e um ponto que quero ressaltar é que muitos pais criam um mundo de fantasia para seus filhos, dando tudo que eles querem sem saber o quanto é difícil conquistar, tenho alunos do 3º ano do ensino médio que não tem noção do que é o mercado de trabalho, que ainda não sabe produzir um trabalho dentro das normas da ABNT, como estes alunos vão encarar o mercado lá fora tão competitivo?


Mantenho contato com vários ex-alunos e muitos me pedem oportunidade o tempo todo, e dizem que eu tinha razão em pegar tanto no pé em relação a se preparar melhor para o que estava por vir.

É preciso uma parceria urgente entre pais e professores. É preciso formar os pais, pois uma grande parcela deles está perdida sem saber o que fazer, é preciso criar pontes para os abismos entre pais, alunos e professores e isto é urgente, pois o futuro do país está em jogo, pois nossa sociedade precisa de formadores de opinião, de pessoas mais conscientes, que votem melhor, que sejam mais críticos e mais bem formados e informados.

Enfim, os desafios são imensos. Os pais precisam se posicionar quanto a educação de seus filhos, para que escola e professores cumpram sua parte na escolarização. O poder público não fica de fora, pois a maior parte dos filhos do Brasil estão dentro das escolas pública e é onde o cenário é cada dia pior. Uma ação conjunta é preciso, e uma pergunta é preciso fazer a você pai e mãe: VOCÊ ESTÁ CUIDANDO DA EDUCAÇÃO DE SEU FILHO?

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vocativ
Praticamente ninguém tinha ouvido falar de autismo até 1975, quando a taxa de diagnósticos era de 1 em 5000. No entanto, em 2002, esse número aumentou vertiginosamente para 1 em 150. Em 2012, 1 em 68. Os pais começaram a culpar as substâncias químicas liberadas por aviões , transgênicos evacinas que salvam vidas pelo aumento do número de casos de autismo. No entanto, as razões podem ser muito mais benignas do que as últimas teorias da conspiração sugerem, de acordo com um novo estudo publicado no American Journal of Medical Genetics.
O autismo está sendo mais diagnosticado do que nunca, mas isso não tem nada a ver com o número de crianças que realmente têm autismo. É um pouco confuso. (Foto: Getty Images)
O autismo não está aumentando - mas o diagnóstico de autismo sim.
Funciona assim: em 1975, os médicos examinavam todos os anos, milhares de crianças que exibiam sinais de autismo - os sintomas do espectro que qualquer médico moderno usaria para fazer o seu diagnóstico. Naquela época, os médicos geralmente classificavam crianças autistas como “intelectualmente deficientes” ou com “dificuldade de aprendizado”. Nos Estados Unidos, essas crianças recebiam atenção especial na escola sob o U.S. Individuals with Disability Education Act - a mesma atenção oferecida para crianças autistas - mas nunca foram oficialmente diagnosticados como “autistas”.
As taxas de estudantes com necessidades especiais estão caindo, mesmo com a alta no número de casos de autismo. (Imagem: Penn State University)
Durante os últimos quinze anos, nosso entendimento do Transtorno do Espectro do Autismo evoluiu dramaticamente. Por causa de algumas controversas mudanças recentes, feitas no Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM-V), mais crianças do que nunca estão sendo diagnosticadas como autistas porque o que constitui o autismo foi redefinido. Isso pode fazer com que alguns pais acreditem que o autismo está aumentando, mesmo que isso não seja verdade.
Os Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos têm falado isso há anos , mas até agora não havia muita ciência para apoiar esta afirmação. Em um novo estudo, pesquisadores mapearam o número de crianças que se beneficiaram de educação especial entre 2000 e 2010 e descobriram que, enquanto o número de crianças com necessidades especiais se manteve constante ao longo da década, o número de crianças diagnosticadas com autismo quintuplicou.
Esse fato sugere que o aumento no número de casos de autismo vem ocorrendo por uma mudança nos critérios de classificação, não no número de pessoas que têm o transtorno. Em outras palavras, é provável que esse mesmo número de pessoas autistas sempre tenha existido nos Estados Unidos, mas elas não eram diagnosticadas como autistas. Agora que conseguimos entender melhor o autismo, ele está sendo diagnosticado com mais frequência.
“O diagnóstico é muito complicado, o que afeta o entendimento da predominância do autismo e distúrbios relacionados,” disse Santhosh Girirajan, autor principal do estudo e professor de bioquímica da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos. “Cada paciente é diferente e deve ser tratado como tal.”

quinta-feira, 11 de junho de 2015

LEI DA INCLUSÃO - POR ROMÁRIO FARIA

 
 
 
      Posso afirmar com todo certeza que hoje é o dia mais importante da minha trajetória política. Acabei de sair do Plenário do Senado, depois de aprovar o Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei Brasileira de Inclusão. Uma lei global, que trata da saúde, do trabalho, da mobilidade urbana, da inclusão social, da educação, turismo, cultura e do emprego da pessoa com deficiência.
      Uma lei que muda completamente o paradigma de inclusão. Agora, é a sociedade que se adapta para receber essas pessoas, e não mais as pessoas com deficiência que precisam se adaptar à sociedade. Temos no nosso país, quase 50 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Conheço centenas deles, sei de suas dificuldades, assim como de suas famílias.
       Esta lei estava tramitando há mais de 12 anos. Neste intervalo de tempo, minha filha Ivy nasceu, cresceu, completou 10 anos, e o projeto ainda estava aqui, sendo construído artigo por artigo, por pessoas de bem que sonham com um mundo completamente inclusivo. Essa vitória hoje é pela Ivy e por toda a sociedade. Estou emocionado como nunca, porque tenho sensibilidade para entender isso.
Muitos de vocês não entenderão a importância deste momento, mas essa vitória também é sua. Porque a deficiência não é determinada no nascimento, é uma decorrência da vida. Pode ser a sequela de uma doença, de um acidente ou da própria velhice. Esta lei é para todos nós. Não para um grupo de pessoas.
       Por mais um dia, vou para casa com a sensação de dever cumprido. Feliz por ajudar o meu Brasil a se tornar um lugar melhor para se viver.
       Descrição da Imagem ‪#‎PraCegoVer‬: fotografia em que aparece os senadores Romário, Mara Gabrilli, Paulo Paim e Fátima Bezerra, todos estão em volta de Patrick Pires. Paim segura a mão de Patrick, que está sentado, enquanto levanta o outro braço em sinal de comemoração. Romário e Fátima Bezerra aplaudem. Todos riem comemorando. Sobre a imagem, está escrito "Congresso aprova Lei Brasileira de Inclusão". Em volta da frase há fogos de artifício.



segunda-feira, 8 de junho de 2015


 AMIGOS ESPECIAIS



A série “Amigos Especiais” aborda a deficiência física de forma inclusiva, esclarecendo direitos, necessidades e potencialidades, familiarizando portadores de necessidades especiais junto ao universo infantil. Temas como a síndrome de down, a deficiência visual, auditiva e física fazem parte dos quatro volumes da série.
O objetivo desta série é mostrar às crianças como as diferenças podem conviver harmoniosamente, além de orientar pais e educadores na educação das crianças para uma visão e postura de vida ante as diferenças, a fim de se tornarem adultos tolerantes e flexíveis, tanto com os outros como consigo mesmas, e enxergarem as limitações e possibilidades da sociedade que ele vive

Volume um: MEU AMIGO ESPECIAL
Jonas é um menino especial. Ele chega até Pedro através de um amigo em comum. Juntos, eles descobrirão que mesmo sendo diferentes, eles têm muitas semelhanças, e, também, que pessoas iguais são muito diferentes.
Conheça Jonas e seus amigos, e se apaixone por essa turminha.

Volume dois: MINHA AMIGA ESPECIAL
Letícia era uma menina triste e solitária, que não conseguia fazer amigos e tinha vergonha de sua deficiência. Então, ela conhece Nanda, e sua vida é completamente mudada pelo amor de Jesus. Letícia agora é uma menina feliz, aprendeu a superar sua deficiência e, através do esporte, ela tem uma vida muito saudável com sua família, amigos e com ela mesma, pois sabe que Jesus a ama e cuida de sua vida.
22 de Agosto dia do Excepcional - Somos Iguais nas Diferenças.




Várias tentativas têm sido feitas para melhor definir o termo "criança excepcional".
Alguns utilizam esse termo para se referirem a uma criança que possui uma inteligência ou um talento pouco comum. No entanto, o termo tem sido geralmente empregado para designar tanto a criança deficiente quanto a talentosa.
Mas a definição melhor assimilada é a que afirma ser a criança excepcional toda aquela que difere da maioria das crianças.
Todos os pais desejam ter filhos perfeitamente sadios.
Quando isso não acontece, é normal que relutem em aceitar os fatos. Contudo, esse primeiro impacto, deve ser superado o mais rápido possível, para o bem da criança.
Eles precisam encarar a criança portadora de deficiência com o coração aberto e de boa vontade, tomando decisões realistas para enfrentar as dificuldades, acima de tudo com muita aceitação e amor.

As necessidades sociais, educacionais e psicológicas da criança excepcional são praticamente idênticas às das outras crianças e, com exceção das deficiências mais graves, podem ser satisfeitas sem cuidados especiais. Por isso, é bom que a criança estude em colégios normais e que participe, conforme suas capacidades, das brincadeiras e atividades da escola, aprendendo assim a se relacionar socialmente, aceitando e convivendo com seus limites.

A integração e a inclusão escolar são imprescindíveis para o excepcional desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão.

É evidente que a deficiência impõe cuidados e providências específicas, e que as necessidades psicológicas têm algumas particularidades. Isso, porém, não significa que a criança excepcional necessite ser poupada, superprotegida nem sufocada com excessivo amor e carinho.

Compensar as limitações dessa maneira, em geral, produz efeitos desastrosos na criança, que percebe sentimentos como piedade ou compaixão. A principal tarefa dos pais, dos professores e de todos que se relacionam com as crianças excepcionais é evitar a segregação, seja de que tipo for.

Infelizmente, a surpresa ou certo constrangimento, causados inicialmente por algumas deficiências, faz com que as pessoas se fixem nisso e não consigam "enxergar" que estão diante de uma pessoa integral com necessidades, aspirações, qualidades e defeitos. Resta, pois, que se construa uma sociedade verdadeiramente democrática, que possibilite a educação sem restrições, em obediência a Constituição Federal, que preceitua em seu artigo 3o, incisos I e IV: "construir uma sociedade livre, justa e solidária"; "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ATIVIDADES COM CAIXA DE OVOS - Como trabalhar? A dica é para trabalhar sequência, cores, formas geométricas, matemática... A turminha vai se divertir e aprender direitinho... Comece com uma sequência simples, criando cartelas, e depois ir aumentando o nível de dificuldade

Orientando alunos com dificuldade na leitura

Queremos compartilhar com você, educador da Primeira Infância, um espaço para a reflexão sobre letramento na educação infantil. É mais uma oportunidade de fortalecer o seu trabalho junto à criança pequena.
“Plataforma do letramento” é um portal cheio de ideias, ações e iniciativas de formação para dar subsídios aos professores e gestores sobre o letramento, definido pelo portal como:
Diferentes práticas sociais mediadas pela língua escrita. São as práticas de leitura e escrita que ocorrem nos mais diversos domínios da sociedade, como no mundo do trabalho, da família, da participação social, da publicidade e, também, da escola, instituição que trabalha intencionalmente com o ensino da língua escrita.
A Plataforma do Letramento é colaborativa, disponibilizando textos, artigos, matérias, entrevistas, propostas de atividades, referências de práticas em conteúdos multimídia, como vídeos, podcasts, infográficos interativos, dentre outros, com acesso livre, para políticas, projetos e práticas voltadas ao letramento de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Por meio de discussões, debates e oficinas online, gratuitas, profissionais da área podem trocar experiências, dar e oferecer apoio às ações de formulação, planejamento, sistematização e troca de conhecimento.
Cursos de educação a distância também são disponibilizados pelo portal, trabalhando três projetos específicos: “Aceleração da Aprendizagem”, “Brincar” e “Entre na Roda”.
A abordagem do letramento adotada pela Plataforma  divide-se em três pilares:
Pedagógico: discute alfabetização e o ensino da leitura e da escrita na escola.
Político: estimula o debate sobre políticas públicas relacionadas ao letramento e à formação de leitores no Brasil.
Cultural: considera as práticas de leitura e escrita, dentro e fora da escola, como expressões da cultura.
Digital: reflete sobre as novas práticas de letramento originadas pela cultura letrada digital e propõe seu uso no próprio ambiente virtual.
Navegue na Plataforma de Letramento, uma iniciativa da Fundação Volkswagen e do Cenpec, e saiba mais.

sábado, 30 de maio de 2015

Entrevista com  um  educador sobre dificuldades enfrentadas no exercício da função com alunos portadores de deficiências físicas ou mentais 

Entrevistado: Aline Santana do Prado 
Idade:32 anos 
Formação: Pedagogia  

Como foi sua reação ao saber que teria um aluno especial?
Foi de muita alegria, pois já havia trabalhado como estagiária com alunos especiais.

Como conseguiu desenvolver essa tarefa?
Com tranqüilidade, porque já tinha conhecimento.

Quais o métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?
Procuro lançar desafios referente as dificuldades que os alunos encontram, levando em conta os materiais e assuntos que os mesmos gostam.

Qual foi a maior dificuldade?
O maior desafio é saber se estou fazendo diferença naquele em que o aluno está em atendimentos pois, não existe regra, cada caso é muito particular.

Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?
Muito gratificante, é muito bom saber que estou ajudando um aluno a se desenvolver.

Como era o convívio com outras crianças?
Como eram alunos com deficiências severas (THD, X-frágil e autista), eles quase não tinham contatos com outras crianças, mas alguns momentos eles se divertiam quando estavam juntos.

Como era a resposta dada desses aluno a suas atividades e expectativas?
Às vezes eram positivas, às vezes bem frustrantes, porque não queriam fazer nada.

Como era a sala e o número de alunos?
Tinha uma sala ampla, preparada para eles, com banheiro, tinha 3 alunos.

A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com deficiências físicas e mentais?
Sim.

Como era o espaço físico em relação a solos e rampas?
Tudo preparado pra receber esses alunos.



Há recursos e tecnologias assistivas para trabalhar com esses alunos?
Sim, tinha todo material que atendia aos alunos.

Há cursos de formação continuada periódica para capacitação dos docentes?
Sim.

Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão dos alunos com deficiência?
Muito pouco devido existir apenas dois professores para esta área.

Os horários de intervalos são diferenciados entre Educação Infantil e Ensino Médio?
No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com acompanhamento de monitores?
Sim, intervalo separado e sempre acompanhado dos monitores.




terça-feira, 26 de maio de 2015

Meu amigo diferente é especial


     Aluna Eliane Rosa – 9 anos




          1)    Por que seu amigo é diferente?
               Porque ele não anda.

          2)    Como iniciou sua amizade?
               Eu ajudei a empurrar a cadeira dele no recreio.

          3)    Como vocês brincam?
               Empurro a cadeira dele pelo pátio.




     Aluno Élida Nunes – 10 anos




            1)    Por que seu amigo é diferente?
                 Ele não vê.

           2)    Como iniciou sua amizade?
                Eu ajudei ele a chegar na sala.

           3)    Como vocês brincam?
                Fico conversando e contando histórias.







     Aluno  Júlia Almeida – 9 anos





            1)    Por que seu amigo é diferente?
                   Porque ela não fala e não escuta.

            2)    Como iniciou sua amizade?
                  Ela sentou do meu lado.

             3)    Como vocês brincam?
                       Brincamos no parquinho.







quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mães criam brinquedos que representam filhos com deficiência

Campanha #toylikeme  mostra bonecas com aparelhos auditivos, andadores, respiradores artificiais e bastões para deficientes visuais.

 

"Onde estão as fadas cegas ou em cadeiras de rodas? Ou super heróis com próteses auditivas? E as princesas com desfigurações faciais?". Foram essas perguntas que incentivaram um grupo de mães do Reino Unido a criar o projeto Toy like me. Com o uso das redes sociais e da hashtag #toylikeme, as mães pretendem chamar atenção sobre a falta de brinquedos com algum tipo de deficiência.

 

Segundo dados da própria organização, existem mais de 770 mil de crianças com alguém tipo de deficiência em todo o Reino Unido. Entre os principais objetivos do grupo, estão a circulação de brinquedos que refletem positivamente a deficiência e chamar atenção para formas de representar todos os tipos de crianças. 

      

A primeira ação proposta pela iniciativa foi lançar, nas redes sociais, a imagem de uma fada. Porém, além das asas e do vestido brilhante, a boneca também têm implante coclear, um aparelho utilizado para proporcionar aos usuários uma sensação auditiva próxima ao natural.



Segundo uma das criadoras do projeto, Rebecca Atkinson, é emocionante para os pais de crianças com deficiência auditiva ver uma personagem conhecida utilizando um implante ou prótese. "É uma mistura poderosa para os pais e para as próprias crianças", ressalta. Rebecca, que usou durante a infância dois aparelhos auditivos, explica que nunca viu uma boneca como ela. "No mundo real, havia pessoas como eu. Já no mundo dos brinquedos não. O que isso passa para uma criança com deficiência? Que eles são invisíveis?”

 

Logo depois, o grupo lançou uma campanha para que pais transformassem os brinquedos dos filhos e adaptassem para a realidade que eles enfrentavam. Desse desafio, surgiram coalas com aparelhos auditivos, modelos com andadores coloridos, bonecas que se alimentam por um tubo digestivo.

 

A campanha gerou alguns resultados. Uma empresa inglesa especializada em criar bonecas personalizadas fez uma sessão de acessórios como aparelhos auditivos e  bastão para cegos. Com o auxílio de uma impressora 3D, as encomendas são entregues no prazo e com todas as características que o cliente solicitou. A companhia MakieLab, com a colaboração de artistas plásticos locais, está testando o serviço de características faciais únicas, para copiar marcas de nascença, por exemplo.